Redação
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (20), Maria Silvânia Ribeiro da Silva, de 39 anos, suspeita de causar lesões corporais graves em pacientes de duas clínicas de estética em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Além de atuar ilegalmente na área da saúde, Silvânia também foi candidata a vereadora em 2024, pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), e se declarou como médica ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os casos investigados, está o de um homem que ficou impotente após realizar um preenchimento peniano com Luana Nadejda Jaime, de 45 anos, também investigada e considerada foragida pela polícia.
O PRTB e o TSE foram questionados sobre o processo de checagem dos dados declarados pelos candidatos, mas não responderam até a última atualização desta reportagem. A defesa das suspeitas também não foi localizada.
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que todos os diplomas apresentados por Silvânia eram falsos, incluindo um certificado de enfermagem. Segundo a delegada Déborah Melo, os documentos apresentados não têm reconhecimento do Ministério da Educação (MEC).
"No caso da Maria Silvânia, os certificados são cursos livres, sem qualquer validade como formação profissional", afirmou a delegada.
Apesar de não ter sido eleita, a candidata, que se apresentou como “Dra. Silvana” durante a campanha, recebeu pouco mais de R$ 5 mil em fundos partidários e obteve 31 votos. Nas redes sociais, ela se divulgava como “pós-graduada em estética avançada e massoterapia”.
Maria Silvânia foi presa após investigações apontarem que uma de suas pacientes precisou ser internada na UTI e entubada após um procedimento estético realizado na clínica dela, em 2023.
Após a denúncia, agentes da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária de Aparecida de Goiânia foram até a clínica de Silvânia, identificaram irregularidades sanitárias e interditaram o estabelecimento.
Durante o depoimento, a suspeita afirmou que havia cursado biomedicina on-line e feito uma pós-graduação com Luana Nadejda Jaime, que segue foragida. Luana já responde por quatro denúncias de lesão corporal contra pacientes de outra clínica.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e novas vítimas.
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